Hoje foi um dia em que Reflecti muito.
O que hoje aprendi parece ser algo que está sempre a ir e a vir, um ensinamento daqueles que nunca se estabelecem dentro de nós, vai e vem como o vento e teima em não ficar.
Hoje aprendi outra vez que há coisas que dizemos, disparates que fazemos e birras connosco próprios que não valem sequer um segundo da nossa vida.
Acontece. Ou porque é da boca para fora, ou porque é um dia que corre mal, ou porque são muitas coisas de seguida a correrem mal.
Acontece desejarmos que pudéssemos desaparecer.
Acontece.
Hoje pensei nisto como há muito não o fazia.
Entre o hoje e o ontem, muitos de nós ficámos a saber que o mundo perdeu uma alma nova, cheia de vida, cheia de força e vitalidade e energia para dar. Tive pena de nunca ter contactado com esta vida.
É verdade que não a conhecia. É também verdade que conheço muito pouco o Pedro.
Conheço a sua música, o seu trabalho, a sua crença constante na terra que o viu crescer e que o viu escrever, cantar, criar.
Temo que este acontecimento, assim como (acredito) a todos vós, me tenha feito pensar em muita, muita coisa.
Sou daquelas pessoas que acredita verdadeiramente que... a única coisa que nos ajuda a caminhar e a continuar é o amor.
O mais puro de todos. O amor ao próximo. Aquele amor que todos temos a capacidade de sentir mas que com o tempo e com tudo o que nos rodeia faz muitas vezes com que ele ou se desvaneça ou com que nós deixemos de acreditar.
Deixamos de acreditar que a pessoa da frente nos vai segurar na porta não a deixando tombar em cima de nós. Deixamos de acreditar que... se precisarmos de um amigo às quatro da manhã com quem desabafar ou mesmo chorar, ele vai estar lá... Deixamos de acreditar uns nos outros. E parece ser um ciclo vicioso.
Por consequência, deixamos de acreditar no amor.
Como é que hei de traduzir tudo isto que quero dizer em miúdos?
Bem... posso começar por dizer que acredito que este amor de que falo, em primeiro lugar, não é apenas um amor qualquer. Não é um ''amor de namorados'', não é um amor de irmãos, não é um amor específicamente categorizado como nos foi ensinado a fazer com todo o tipo de coisas ao longo da vida, não.
Este amor é o contrário. Este amor não tem categorização possível.
Este amor é o que salva. Salva da perda, salva da tristeza... É aquele que nos salva por vezes de nós próprios. É aquele que salva até da morte.
Por isso... conhecidos, desconhecidos, amigos e família destas duas almas que se amaram no verdadeiro sentido da palavra, amem mais, amem mais ainda quem está, amem mais quem parte, amem-se uns aos outros.
Porque se isso não existisse, ninguém ficava por cá. Ninguém lutava. Ninguém ganha força sem o amor puro e honesto dos que nos rodeiam e dos que nos são próximos.
Muita força Pedro; Espero e acredito honestamente que terás o amor necessário que te vai fazer (re)nascer.
Sei que tens muitas almas a torcer por ti e pela família da tua amada e por todos os que sofrem neste momento; Eu torço por ti, Armação torce por ti e todos os que te conhecem, melhor ou pior, torcem por ti.
xx
J
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