domingo, 19 de junho de 2016
o amor, parte I de IVCCCXCVIII
Quando percebermos que o amor é e existe em todas as formas e feitios, que por isso mesmo ele não tem uma forma nem um feitio, que não tem uma medida nem uma duração, que tudo em relação a ele é uma incongruência, um objecto complexo que se descomplica a partir do momento em que existe porque é tão complexo que se torna único e, por isso, perfeito... Quando compreendermos que nos podemos apaixonar e/ou sentir amor diáriamente por várias coisas, pessoas, momentos, que todos os nossos sentidos existem e que um dos seus propósitos é apenas sentir esse ''sentir''... Aí, talvez conheçamos o amor.
quarta-feira, 8 de junho de 2016
Amargo
Sabes aquele sabor a insegurança?
No âmago do amargo, onde está a perpétua dança
De quem nem guia nem deixa guiar
Não passa nem deixa passar
De quem não age nem deixa agir
E quando dás por ti só pensas fugir
Do sítio onde estás, para longe, longe dali
Para um lugar audaz, com mais do que aqui
Foge, menina… Foge
Vai para onde o peito te leva
Onde o coração te carrega
Leve, sem peso na alma
Longe, longe daqui
Larga as lágrimas que já não se seguram
Larga os amores que já não perduram
Larga tudo e vai embora
Em busca de ti, por esse mar fora
Larga as conchas e as pedras duras
Larga a água que estagnou
Parou e ressecou
Larga tudo e vai embora
A vida passa e não demora
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